MARÇO LILÁS: UM ALERTA PARA O CÂNCER DO COLO DE ÚTERO

 

Assim como o Outubro Rosa, o mês de março tem a sua cor, a lilás, para um propósito muito importante para a saúde da mulher: o combate ao câncer de colo de útero através da prevenção. Essa doença é considerada um dos tipos mais comuns de câncer entre as mulheres e está associada à infecção pelo Papilomavírus humano, o HPV, sexualmente transmissível. 

As chances de cura do câncer de colo de útero, se diagnosticado precocemente, podem chegar próximo a 100%, pois a sua evolução, na maioria das vezes, acontece de forma lenta. Por ser facilmente detectado em exames preventivos, é muito importante a realização periódica de exames. 

Como estratégia de prevenção e diagnóstico precoce, recomendada pelo Ministério da Saúde, está o uso de preservativos, a realização regular de exames de Papanicolaou, a partir dos 25 anos de idade, e a aplicação da vacina contra o HPV, a partir dos 9 anos de idade.

Então, aproveite esse mês de conscientização e vá ao ginecologista realizar os seus exames periódicos. A prevenção é sempre o melhor caminho. 


Aplicativos para cuidar da sua saúde

A vida corrida nos leva a não prestar atenção em alguns cuidados básicos, mas essenciais à nossa saúde. E, que tal usar a nossa principal ferramenta do dia a dia - o smartphone - para ser seu aliado? Selecionamos alguns aplicativos para você baixar e adquirir novos hábitos.

  1. Water Drink: O aplicativo tem como função lembrar você de beber água em intervalos regulares, através de notificações e lembretes. Afinal, uma hidratação adequada é muito importante para o bom funcionamento do organismo.
  2. Fitbit: Além de auxiliar em uma rotina de atividades físicas, também ajuda a monitorar peso, passos, quantidade de sono e de água consumida por dia.
  3. Sleep Better: Ele funciona para gerenciar o seu sono, essencial para uma melhor qualidade de vida. O app faz estimativas de quantas horas de sono são necessárias para determinadas situações do dia a dia e também analisa como foi a noite de sono.
  4. MySugr: Indicado para pessoas com diabetes, monitora o consumo de açúcar, carboidratos e outros nutrientes, fornecendo análises diárias, semanais e até mensais do consumo de açúcar.

Lembre-se que a prevenção é muito importante para diminuir o risco de câncer. Todos esses aplicativos estão disponíveis para Android e IOS. Siga as nossa dicas e tenha um estilo de vida mais saudável. Cuide-se.

 


Conheça a História de Elisângela Pires Fagundes

Hoje, 4 de fevereiro, é o dia Mundial contra o Câncer. E, para marcar essa data que, para nós, é diária e principal missão, vamos contar uma história emocionante de empatia. A protagonista é uma contadora de histórias, com uma visão de vida múltipla e cheia de compreensão. Elisângela Pires tem 45 anos, é casada e tem 3 filhos. Pedagoga pela Unijuí, especialista em docência na Educação infantil - UFSM/ MEC, ela conta histórias desde 1998. Atualmente, é coordenadora da E.M E I Raios de Sol de Ijuí, onde, cotidianamente, escuta histórias de vida, as mais diversas possíveis. 

Seu filho mais velho tratou por muitos anos uma síndrome neurológica, caracterizada por epilepsia focal e mioclonica. Foi durante o tratamento que um médico lhe disse que ela poderia aprender tudo e qualquer coisa sobre a doença de um filho, além de auxiliar no processo de estimulação e aprendizagem. Isso fez ela pensar os processos de recuperação de um jeito diferente. Para ela, aprender é parte imprescindível da vida, não importa o assunto. Vamos conhecer sua história?

“Sempre tive vontade de cortar o cabelo e doar, mas ele não crescia o suficiente, era muito fino. Quando a Roselei Bonetta desafiou a Diretora Elizete Pires a realizar um evento alusivo ao outubro rosa, já coloquei o meu cabelo a disposição. No dia 22/11/19, no evento, a cabeleireira me falou “para doar, precisa tirar tudo”. Nem pensei muito e respondi: "tira". Passei a máquina 1 e pela primeira vez na vida adulta, senti o vento passear pelo meu couro cabeludo e foi ótimo.

Fui chamada de muitas coisas: louca, extravagante, doente... Não me importei, pois para mim, sempre foi só cabelo, mas para quem está fragilizada pode ser um escudo cheio de força e motivação. 

Desde que cortei o cabelo, logo nos primeiros dias percebi que havia ganho uma ótima oportunidade de pensar sobre como as pessoas agem quando se deparam com uma mulher de cabeça raspada. Foi necessário conversar com as crianças da escola sobre o que é doar, sobre o que significa empatia, sobre refletir como é sentir a dor do outro. Passei nas salas e foi lindo substituir "olha que feio, ela é careca" por " sabe, mãe, que a Profe Elis deu o cabelo dela para fazer uma peruca e dar pra quem tem câncer? Sabe que câncer e uma doença séria e difícil?

Conversei com uma criança que me apontou em um mercado: "olha a careca, que feia aquela mulher", apontando com o dedo e a mãe tentando justificar dizendo: “baixa o dedo, não tá vendo que ela é doente e vai morrer?". Fiquei chocada e fui até a menina e disse que percebo que ela notou a falta de cabelo, então perguntei se sabia por que cortei e ela acenou negativamente com a cabeça. Contei que há muitas mamães, muitas filhinhas, avós, avôs, dindas, tias que estão sem cabelos por estarem doentes e precisam fazer uso de um remédio que cura, mas pode fazer o cabelo cair. Então, para que não ficassem sem cabelos, eu dei o meu, que logo iria crescer. Que estou saudável e ainda não vou morrer. A menina passou a mão na minha cabeça e sorriu.  A mãe disfarçou, eu voltei tranquila para a fila do pão e fiquei pensando: e se eu estivesse com medo de morrer, como me sentiria ao ouvir aquela mãe?

Outra situação marcante foi no dia do corte, quando as fotos percorreram o whatsapp e alguns colegas do meu marido comentaram por aplicativo que se fosse a mulher deles, não deixariam entrar em casa. Fiquei estarrecida. Foi então que fizemos uma foto (de pijama🤭) escrito: no nosso caso, não ter cabelos foi uma opção e que eu esperava que maridos pudessem ser homens suficiente para estarem com suas mulheres quando não ter cabelos, não fosse uma opção. Depois disso, entendi as estatísticas de abandono das mulheres em quimioterapia por seus maridos ou parceiros. É triste, mas precisamos encarar e trabalhar culturalmente estas questões.

Aprendi que existem, no mínimo, duas formas de olhar para as pessoas com câncer que passam cotidianamente pelas ruas, mercados, padarias, farmácias: com empatia e normalidade; com receio e preconceito. Entendi que quem sente dor é mais solidário com a dor do outro. Que é necessário abordar com as crianças, para que entendam a situação. Que é difícil viver sem cabelos, mas é possível sim. Que mulheres são muito mais do que longos fios de cabelo na cabeça. Que existem organizações que auxiliam pessoas acometidas pela doença e isso é muito importante. E que sou feliz, tenho saúde!

Tenho muitas amigas e amigos em tratamento no Instituto de Oncologia de Ijuí, e poder contar com um espaço de acolhimento, tratamento e amparo é fundamental numa situação de doença. Quando fui patronesse na feira de livros fui contar histórias no IOI, sempre levo doações de cabelos, algumas pessoas até pensam que trabalho lá. Admiro e respeito cada funcionário, cada paciente, cada familiar! A comunidade precisa deste espaço.” 

Para quem não sofre da doença, Elisângela acha essencial aproveitar sua saúde fazendo algo por alguém que, neste momento, não tem. E aconselha a procurar o Instituto de Oncologia e ajudar, auxiliando com lanches, doações de produtos (saber quais em específico é importante) e até mesmo apresentações culturais, que ajudam a passar o tempo e a pensar em outras coisas. 

Tem uma história ou um relato para compartilhar com a gente? Deixe nos comentários e leve essa lição de empatia para o seu dia a dia. 


A prevenção está na simplicidade do cuidado pessoal

Essa semana foi marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Câncer. Essa data foi criada com o intuito de ampliar o conhecimento sobre formas de prevenção e tratamento da doença. Por isso, vamos retomar alguns cuidados que compartilhamos nas nossas redes sociais. São atitudes simples, mas que fazem a diferença na prevenção de doenças e na qualidade de vida. Confira!

Hábitos simples e saudáveis fazem a diferença à sua saúde. E quanto mais cedo adquirí-los, maior a prevenção contra o câncer.

 

1) Vacinação em Dia: a prevenção já deve começar na infância, combinada a hábitos saudáveis e com acompanhamento pediátrico.

2) Cuidados com o Sol: em excesso, nos expõe ao risco de câncer de pele, portanto, a proteção solar deve ser diária e o ano inteiro.

3) Parar de Fumar: esse hábito responde pela maioria dos casos de câncer de pulmão e outros tipos, mesmo em fumantes passivos.

4) Beber com Moderação: o consumo excessivo de álcool, além de ser um hábito arriscado, que pode provocar acidentes, também está relacionado a causas de câncer, como o de fígado e o de mama.

5) Sexo Seguro: alguns vírus de doenças sexualmente transmissíveis também aumentam o risco de câncer. Mais um importante motivo para usar métodos contraceptivos durante a relação sexual.

Viu como são atitudes básicas e de nosso conhecimento? Uma vida mais feliz e saudável começa com a prática de hábitos comuns a todos, independente de sexo, classe social e estilo de vida.

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Palestra Novembro Azul "Desafio da Mudança"

Dr. Fábio Franke
Dr. Fábio Franke, Oncologista Clínico (CREMERS 22.027), será o palestrante.

Nesta quinta-feira, dia 14 de novembro, a Aapecan - CACON - ACI, junto com o Gabinete Primeira Dama, realizam a palestra Novembro Azul "Desafio da Mudança", com o médico oncologista, Dr. Fábio Franke. A palestra visa tratar da saúde do homem,  conscientizando-o a promover cuidados e hábitos de uma forma integral, muito além do exame de próstata.

Para participar, o ingresso é um pacote de lentilha ou uma lata de sardinha para compor a cesta de Natal dos usuários da Aapecan. O evento será realizado no Auditório da ACI, na Rua Albino Blender, 864, às 19h30. Confirme sua presença até o dia és às 11h30, através dos telefones 3332-9950 (ACI) ou 3333-0289 (Aapecan).

Contamos com a sua presença!