Hospital Moinhos de Vento firma parceria com Centro de Pesquisa Oncosite para ampliar estudos clínicos

Colaboração busca expandir recrutamento de pacientes e tornar o Rio Grande do Sul referência mundial em pesquisa clínica.

O Hospital Moinhos de Vento e o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia Oncosite, de Ijuí, formalizaram o projeto de colaboração para acelerar e expandir a capacidade de desenvolver estudos. Com a parceria, as duas instituições poderão atuar em conjunto e fazer o recrutamento para testes clínicos simultaneamente; trocar experiências, tecnologias e expertise; e promover eventos científicos. O objetivo é ampliar o número de protocolos de pesquisa, de doenças avaliadas e de pessoas beneficiadas, além de qualificar a assistência prestada aos pacientes.

Para o superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, a parceria é importante para ampliar a atuação das duas instituições, retendo talentos, desenvolvendo o Estado e entregando excelência em saúde à comunidade. “A pesquisa clínica nos permite oferecer aos pacientes o que existe de mais moderno em terapias, em tratamento e medicina de ponta. Se somos o segundo melhor hospital do Brasil, sexto da América Latina e um dos únicos dois brasileiros entre os 100 melhores do mundo, é porque investimos em assistência, pesquisa e educação. Isso nos consolida como uma referência nacional. Não há nada que seja feito nos melhores centros de saúde do mundo que não tenhamos no Moinhos, então faz todo o sentido estarmos juntos com o centro que hoje atrai o maior número de estudos clínicos em oncologia do Brasil”, reforça Parrini.

O diretor do Centro de Pesquisa Clínica Oncosite, Fábio Franke, destaca que a ciência está em franca expansão no Brasil. Idealizador do Projeto de Lei 7082/2017 — que tramita no Congresso Nacional e visa regulamentar estudos clínicos com humanos dentro das normas internacionais, desburocratizando os processos e preservando a análise ética —, o médico oncologista vê nas pesquisas a esperança de vida para muitos pacientes.

“A distância faz com que muitos não se beneficiem das inovações disponíveis por meio dos protocolos. Para pacientes com doenças graves como câncer, essa proximidade da sua casa, ser bem acolhido e ter um atendimento de qualidade faz toda a diferença. A parceria vai abranger todo o Estado e vai proporcionar isso”, projeta Franke.

Além das pesquisas em Oncologia, o superintendente médico do hospital, Luiz Antonio Nasi, acrescenta que a instituição vem se destacando em pesquisas internacionais também nas áreas da Neurologia, Terapia Intensiva, Cardiologia e Endocrinologia. Desde a inauguração do Instituto de Pesquisas Moinhos de Vento, no início do ano, o número de protocolos dobrou, saltando de 44 em janeiro para 88 em julho.

“A gente quer continuar nesse ritmo de expansão, duplicando esse número novamente em 6 meses. Vamos começar vários projetos colaborativos, ampliando oportunidades para pacientes, com terapias modernas e inovadoras e os melhores tratamentos disponíveis que, potencialmente, podem ajudar nas doenças deles”, conclui Nasi.

FONTE: Grupo Mídia


Planos de Saúde Passam a Cobrir Exames Genéticos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou em abril deste ano, que irá autorizar a solicitação de testes genéticos através dos convênios de saúde.

A nova regra autoriza oncologistas clínicos, hematologistas, neurologistas, ou geneticistas a solicitem exames de análise molecular de DNA; pesquisa de microdeleções/microduplicações por fish (fluorescence in situ hybridization); instabilidade de microssatélites (msi), detecção por pcr e bloco de parafina.

Os testes genéticos permitem identificar se há uma alteração genética em um dos genes associados a um tipo de câncer. A possibilidade de realizar um teste genético para investigar as probabilidades e diminuir as incertezas é um grande benefício aos pacientes.


Oncologista Fábio Franke é Destaque Brasileiro no Congresso ESMO

Entre os dias 5 a 8 de maio, aconteceu o congresso ESMO Breast Cancer Virtual Congress 2021. O evento que é o maior da Europa, reuniu médicos, pesquisadores e laboratórios de todo o mundo para debater os últimos avanços na oncologia. O médico oncologista Fábio Franke, é coautor de análise exploratória do estudo: “MONALEESA-7: sobrevida global por subgrupo etário”, que foi apresentado no congresso.

O estudo buscou caracterizar os resultados do inibidor CDK4/6 ribociclibe em pacientes pré ou perimenopausa com câncer de mama avançado HR+/HER2-negativo com menos de 40 anos de idade.

 

SOBRE O ESTUDO:

Ribociclibe prolongou significativamente a sobrevida global em pacientes pré ou perimenopausa com câncer de mama avançado HR+/HER2-negativo. Os resultados atualizados demonstraram mediana de 58,7 com o inibidor de CDK 4/6 + teraía endócrina em comparação com 48 meses para placebo (HR, 0,76 [95% CI, 0,61-0,96]; NCT02278120).

Para avaliar os resultados estratificados em pacientes com menos de 40 anos, que tendem a ter um pior prognóstico, a análise apresentada no ESMO Breast 2021 avaliou pacientes pré ou perimenopausa com câncer de mama avançado HR+/HER2-negativo sem tratamento prévio com inibidores de CDK4/6 ou terapia endócrina para câncer de mama avançado. As participantes foram randomizadas 1: 1 para receber ribociclibe ou placebo mais goserelina e um inibidor de aromatase não esteróide (NSAI) ou tamoxifeno. A sobrevida global e outros parâmetros de eficácia foram avaliados pelo modelo de riscos proporcionais de Cox e resumidos usando Métodos de Kaplan-Meier.

 

RESULTADOS:

 A mediana de acompanhamento foi de 53,5 meses (cut off de dados, 29 de junho de 2020). No braço ribociclibe, 98 pacientes tinham menos de 40 anos, e 237 pacientes apresentam mais de 40 anos no momento da análise. No braço placebo, 88 pacientes tinham menos de 40 anos e 249 pacientes mais de 40 anos. A mediana de idade (intervalo) nos braços ribociclibe vs placebo foi de 35 anos (25-39 anos) vs 36 anos (29-39 anos) em pacientes com menos de 40 anos; e 45 anos (40-58 anos) vs 46 anos (40-58 anos) em pacientes com mais de 40 anos.

Em pacientes com menos de 40 anos, ribociclibe + terapia endócrina demonstrou uma mediana de benefício de sobrevida global de 51,3 meses em comparação com 40,5 meses no grupo placebo + terapia endócrina (HR, 0,65; 95% CI, 0,43-0,98). Ribocilibe também demonstrou mediana de sobrevida global mais longa em pacientes com mais de 40 anos (mediana, 58,8 vs 51,7 meses; HR, 0,81; 95% CI, 0,62-1.07).

Tendências semelhantes de sobrevida global foram observadas em pacientes tratadas com NSAI e em todas as pacientes para a segunda sobrevida livre de progressão (PFS2), tempo para quimioterapia e sobrevida livre de quimioterapia.

Em pacientes que descontinuaram, terapias antineoplásicas subsequentes foram recebidas por 77,3% vs 75,0% das pacientes com menos de 40 anos nos braços ribociclibe vs placebo, respectivamente, e 77,2% vs 79,2% das paciemtes com mais de 40 anos.

Inibidor de CDK4/6 subsequente foi administrado em 16% vs 27,5% das pacientes com menos de 40 anos e 11,6% vs 25,7% das pacientes com mais de 40 anos nos braços ribociclibe vs placebo. Os eventos adversos foram consistentes com o perfil de segurança observado no estudo MONALEESA-7.

"Esta análise exploratória do MONALEESA-7 com acompanhamento médio de 53,5 meses confirmou o benefício em ganho em sobrevida global em todas as faixas etárias da combinação ribociclibe + terapia endócrina, e melhorou os resultados pós-progressão em pacientes com câncer de mama avançado HR-positivo, HER2-negativo na pré ou peri-menopausa", destacou Franke. "Destaque para o fato de que este efeito foi especialmente pronunciado em pacientes <40 anos de idade que são conhecidos por apresentarem um prognóstico ainda pior entre a população pré ou perimenopausa", acrescentou o especialista.

O estudo foi financiado pela Novartis Pharmaceuticals Corporation, e está registrado em ClinicalTrials.gov; NCT02278120.

FONTE: Portal OncoNews


MARÇO LILÁS: UM ALERTA PARA O CÂNCER DO COLO DE ÚTERO

 

Assim como o Outubro Rosa, o mês de março tem a sua cor, a lilás, para um propósito muito importante para a saúde da mulher: o combate ao câncer de colo de útero através da prevenção. Essa doença é considerada um dos tipos mais comuns de câncer entre as mulheres e está associada à infecção pelo Papilomavírus humano, o HPV, sexualmente transmissível. 

As chances de cura do câncer de colo de útero, se diagnosticado precocemente, podem chegar próximo a 100%, pois a sua evolução, na maioria das vezes, acontece de forma lenta. Por ser facilmente detectado em exames preventivos, é muito importante a realização periódica de exames. 

Como estratégia de prevenção e diagnóstico precoce, recomendada pelo Ministério da Saúde, está o uso de preservativos, a realização regular de exames de Papanicolaou, a partir dos 25 anos de idade, e a aplicação da vacina contra o HPV, a partir dos 9 anos de idade.

Então, aproveite esse mês de conscientização e vá ao ginecologista realizar os seus exames periódicos. A prevenção é sempre o melhor caminho. 


Aplicativos para cuidar da sua saúde

A vida corrida nos leva a não prestar atenção em alguns cuidados básicos, mas essenciais à nossa saúde. E, que tal usar a nossa principal ferramenta do dia a dia - o smartphone - para ser seu aliado? Selecionamos alguns aplicativos para você baixar e adquirir novos hábitos.

  1. Water Drink: O aplicativo tem como função lembrar você de beber água em intervalos regulares, através de notificações e lembretes. Afinal, uma hidratação adequada é muito importante para o bom funcionamento do organismo.
  2. Fitbit: Além de auxiliar em uma rotina de atividades físicas, também ajuda a monitorar peso, passos, quantidade de sono e de água consumida por dia.
  3. Sleep Better: Ele funciona para gerenciar o seu sono, essencial para uma melhor qualidade de vida. O app faz estimativas de quantas horas de sono são necessárias para determinadas situações do dia a dia e também analisa como foi a noite de sono.
  4. MySugr: Indicado para pessoas com diabetes, monitora o consumo de açúcar, carboidratos e outros nutrientes, fornecendo análises diárias, semanais e até mensais do consumo de açúcar.

Lembre-se que a prevenção é muito importante para diminuir o risco de câncer. Todos esses aplicativos estão disponíveis para Android e IOS. Siga as nossa dicas e tenha um estilo de vida mais saudável. Cuide-se.